
Se por acaso me descubro, se é que me descubro, ao virar dos meus desencontros, raramente dou por mim e pela imensa alegria que é, existir.
O ribombar constante das ideias, o estalar insistente das consciências medo de mim, os medos dos desencontros com o tal momento, o de existir.
Imagino que nos imensos caminhos da alma, certamente, um haverá que nos conduz inevitavelmente a esse momento breve, o existir.
Dou por mim a negar e a procurar essa inevitabilidade, sem perceber como e porquê, mas será que me encontro nesta dicotomia entre o ser e o existir?!.
Não é mais possível entrelaçar o querer e o possuir, o pensar e o executar, o não dar e o receber. Porque?
Rodeado de coisas belas, facilitamos, carinho, paixão, amigos, todas estas coisas simples devem ser entendidas como grandes vitórias, quando olhamos em redor e o panorama é simplesmente aterradores aja, que longe estou.
Neste mar de emoções, alguns lampejos fortes de dor, sinto-me voluntariamente obrigado a ter atenção a quem e ao que me rodeia e conforta, e me ama.
Penso mesmo que o tal momento está em dar amor e compreensão sem limites.Sinto uma profusão de ideias e sentimentos que escorrem e me percorrem por todos os poros, sem saber onde estará o tal momento, o existir.
Ate já...

