quarta-feira, maio 18, 2005


Image hosted by Photobucket.com
Se por acaso me descubro, se é que me descubro, ao virar dos meus desencontros, raramente dou por mim e pela imensa alegria que é, existir.
O ribombar constante das ideias, o estalar insistente das consciências medo de mim, os medos dos desencontros com o tal momento, o de existir.
Imagino que nos imensos caminhos da alma, certamente, um haverá que nos conduz inevitavelmente a esse momento breve, o existir.
Dou por mim a negar e a procurar essa inevitabilidade, sem perceber como e porquê, mas será que me encontro nesta dicotomia entre o ser e o existir?!.
Não é mais possível entrelaçar o querer e o possuir, o pensar e o executar, o não dar e o receber. Porque?
Rodeado de coisas belas, facilitamos, carinho, paixão, amigos, todas estas coisas simples devem ser entendidas como grandes vitórias, quando olhamos em redor e o panorama é simplesmente aterradores aja, que longe estou.
Neste mar de emoções, alguns lampejos fortes de dor, sinto-me voluntariamente obrigado a ter atenção a quem e ao que me rodeia e conforta, e me ama.
Penso mesmo que o tal momento está em dar amor e compreensão sem limites.Sinto uma profusão de ideias e sentimentos que escorrem e me percorrem por todos os poros, sem saber onde estará o tal momento, o existir.
Ate já...
Image hosted by Photobucket.com

A inebriante profusão de ruidos que me envolvem, despertam a necessidade de retiro mas de ruido total simultâneamente.
Perante tal estado de espírito (como sempre numa batalha de emoções e num permanente desassossego). urge o tal lugar , o tal momento, quiça o silêncio de quatro paredes.
Imagens,sons,cheiros, tudo implícito e tão arrebatadoramente intenso, num esgar vejo-me a contemplar a grandeza do silência de quatro paredes.
Aquele que tudo isto capta e transforma, deglutindo nas exactas proporções , se não tem a solução tem um bom paliativo.Porque de paliativos se trata, quando se vive dia a dia em contradição na procura do desassossego, porque a tranquilidade a paz que ficam já ali à esquina parecem uma quimera, errado...
Será por este desejo de desassossego,que não encontro em lado algum, satisfeito em momento algum, será que do alto da montanha vilumbrarei o meu ego, vacilando entre o ficar e partir.
Odeio esta faceta...
Talvez me encontre, e aí talvez , volte a sorrir, cantar e encantar..
Ate já...